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domingo, 29 de maio de 2016

Roteiro: 4 dias - Budapeste, Ljubljana, Split

A Península Balcânica é um dos últimos recantos (relativamente) inexplorados da Europa. Mas, devido à sua riqueza histórica, tesouros culturais e culinários e uma grande vida noturna, não vai demorar muito para que a região se torne o próximo hotspot de viagens. A melhor época para viajar é o final da primavera ou início do outono, uma vez que os verões são quentes e invernos são frios a muito frios.

As principais cidades são acessíveis por avião a partir de outras partes da Europa, e uma vez em terra, distâncias entre as cidades, são a umas horas de distancia ao longo de estradas relativamente planas. Uma extensa rede de autocarros torna possível realizar maior parte das viagens em transportes públicos, e em duas semanas é possível visitar as grandes cidades.

Dia 1: Budapeste

Se tiver apenas um dia em Budapeste, vai querer ver um pouco de ambos os lados, Buda e Peste. Comece então por Peste.



Budapeste é uma cidade onde largas avenidas que se cruzam com algumas ruas muito estreitas. Largas avenidas que foram especialmente adequadas para circularem os carros dos membros da realeza – outrora, pertenceu ao império Austro-Húngaro. É uma cidade interessante para percorrer a pé pelas grandes avenidas, e admirar a arquitetura. Certifique-se de olhar para cima, tantas são as características interessantes sobre os edifícios.


Se for do seu agrado e “tiver tempo”, pode visitar alguns museus, como o Museu Nacional Húngaro, o Museu do Holocausto (Museu do Terror), ou visitar a Igreja Paroquial. Ao passear por esta área, lembre-se que, ao contrário de Praga, Budapeste foi muito bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial; e o regime comunista só terminou em 1989. Muitos edifícios históricos foram demolidos e substituídos por complexos de apartamentos, ou restaurantes. Outros foram renovados e mantiveram a linha antiga.

Váci utca é um centro comercial a céu aberto, ou seja, é uma rua de pedestres, cheia de lojas e cafés. Caminhe ao longo da Váci utca até ao Danúbio Promenade, a zona pedonal junto ao rio, em Peste, situada entre a Ponte Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes) e a Ponte Elizabeth.

Seguindo a linha 2 do elétrico (TRAM), continue o passeio até Kossuth tér para visitar o Parlamento.

O Parlamento é o segundo maior na Europa, depois de Westminster, em Inglaterra. A fachada principal é voltada para o Danúbio, foi desenhado por Imre Steindl e concluída em 1902.



É de longe um dos nossos edifícios favoritos em Budapeste. No topo de uma escadaria grandemente ornamentada, existe um corredor central hexadecagonal (16 lados) que conduz a uma sala, onde se encontram fabulosas joias da coroa húngara de St. Stephen. Só é possível visitá-las através de visitas guiadas que duram cerca de 45 minutos.

Szabadsag tér (Praça da Liberdade). No centro da Praça da Liberdade existe uma estátua com uma estrela de cinco pontas no topo, em homenagem aos soldados soviéticos mortos durante a "libertação" da Hungria do domínio nazi durante a segunda guerra mundial. O monumento encontra-se protegido por grades, pois não são todos os húngaros que o apreciam.



Caminhar de volta para o Parlamento e depois para sul, em direção à histórica Ponte Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes).

Ponte Széchenyi Lánchíd (Ponte das Correntes). Conhecida como a Ponte Széchenyi ou a Ponte das Correntes, foi a primeira travessia permanente que liga Buda a Peste. Diz a lenda que devido a tempestades, István Széchenyi não foi capaz de atravessar o rio para estar com seu pai moribundo. Esperou 8 dias para as tempestades passarem e atravessar o rio, mas o seu pai morreu e ele perdeu o funeral. Projetada por William Tierney Clark, um inglês, foi uma das maiores pontes suspensas do seu tempo.




Atravesse a Ponte, e apanhe o funicular até Castle District (Budavári Sikló Siklóvasú)



Castle Hill, um Património Mundial da UNESCO, consiste em duas partes: o próprio Palácio Real e o Castle District. A maior parte dessa área é uma cidade medieval reconstruída, mas o castelo original foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial e substituído pelo atual Palácio Real.


É uma área interessante para passear. Também pode visitar a Galeria Nacional Húngara (Magyar Nemzeti Galeria) e o Museu de História de Budapeste (Budapesti Toreneti Muzeum).

Depois de um longo dia de caminhadas e passeios turísticos, uma opte por fazer uma refeição no restaurante Rivalda Café & Restaurant. Este restaurante está instalado num edifício que outrora foi um mosteiro de monges carmelitas. O edifício foi então entregue ao povo de Buda por Joseph II para se tornar um teatro. Abriu como um restaurante em 2000.


Onde ficar?

Hotéis em Budapeste



Dia 2: Dirigir de Budapest para Ljubljana - Custo aproximado de combustível: 55€ - 90€ - 5h de viagem – Chegada a Ljubljana!
Ljubljana é a capital e maior cidade da Eslovénia e é cortada pelo rio Ljubljanica. Incrustada no meio de uma cadeia de belas montanhas, a capital da Eslovênia parece ter saído de um conto de fadas. Após o terremoto que destruiu a cidade no século XVI, Ljubljana foi reconstruída no estilo renascentista e após um catastrófico terremoto no século XIX, foi reconstruída no estilo art-nouveau e neoclássica. O símbolo da cidade é o dragão, que representa a força e coragem.



Começar o passeio pela Prešeren Square. É a praça principal de Ljubjiana, dedicado ao maior poeta esloveno, Dr. France Preseren. Sua estátua fica no meio da praça e está rodeada pelos melhores edifícios desde o início do século XX. Ligada pela ponte tripla de Plecnik com a Cidade Velha, Mercado e do rio, é o local perfeito para iniciar a sua exploração da cidade. A praça é um local popular para desfrutar do sol, conversar e ouvir os músicos de rua.


Igreja Franciscana da Anunciação. Situada na Praça Prešeren, foi construída entre 1646 e 1660. A sua fachada, concluída por volta de 1700, reconstruída no século XIX e renovada em 1993, está adornada com uma estátua de cobre de Santa Maria, a maior estátua de Nossa Senhora na cidade. O altar-mor foi realizado pelo célebre escultor Francesco Robba. Pertenceu à Ordem Agostiniana até 1784, altura em que os Franciscanos para lá se deslocaram, abandonando as primitivas instalações no que é hoje o Mercado Central.


Triple Bridge (Tromostovje). A Triple Bridge, que liga a Prešeren Square à Cidade Velha, é provavelmente a ponte que tem o formato mais incomum e a mais atravessada da cidade. Como liga a praça principal com a Cidade Velha e o mercado, faz com que seja uma área com maior afluência de pessoas. Em 1931, Joze Plecnik, acrescentou-lhe duas pontes para pedestres, oferecendo-lhe uma vista sobre rio Ljubljanica, Cidade Velha, a praça principal e do Mercado, tornando a Triple Bridge um lugar perfeito para parar e sentir a cidade.



A Ponte do Dragão é um dos pontos turísticos mais conhecidos da cidade. Quatro dragões verdes, dois de cada lado, a guardar a cidade e a ponte. Senhoras tenham cuidado com o dragão, porque reza a lenda, que o dragão acenar sua cauda, quando a ponte é atravessada por uma virgem!



Ljubljanski grad (Castelo de Ljubljana). Localizado no topo de uma colina, o Castelo de Ljubljana pode ser apreciado à distância, enquanto se passeia pelo centro histórico. Existem duas estradas que levam até o castelo. A principal, acessível através do centro da cidade e outro caminho que oferece vistas esplêndidas da cidade. Para encontrar este caminho, siga para a rua Osojna pot, então, suba esta rua e siga os sinais indicando o caminho para o castelo. Aprecie as belas paisagens durante a subida e continue até a entrada do castelo!


Onde ficar?

Hotéis em Ljubjiana



Dia 3 – Dirigir de Ljubljiana para o Parque Nacional dos Lagos de Plitvice - aprox. 3h (222.3 km) - Custo aproximado de combustível: 29€ - 45€

Chegada ao Parque Nacional e uma das maiores atrações turísticas do país e da região. O Parque Nacional é protegido pela Unesco desde 1979 e considerado Património Mundial devido a sua importância geológica e ecológica. São 30.000 hectares, entre lagos e montanhas de vegetação nativa que formam a maravilhosa flora e fauna croata. O parque possui 16 lagos com água cor turquesa e onde a sua transparência fazem com que se sinta num lugar mágico.




Nuvens de borboletas esvoaçam por cima dos 18 km de passadiços de madeira e caminhos colocados em torno e sobre a água.

Observações: Durante o inverno, algumas partes do Parque podem estar fechadas por causa da neve assim como as estradas. O bilhete custa cerca de 15 euros. É proibido nadar nos lagos.

São necessárias aproximadamente seis horas para explorar os lagos a pé, ou então pode cortar duas horas, tirando partido de barcos e autocarros (partem a cada 30 minutos, de Abril a Outubro). Desde a Entrada 2, apanhar o autocarro (ao estilo safari) para o topo dos lagos superiores e voltar para a costa do Kozjak, o maior lago do parque (cerca de 4 km de comprimento). Um barco irá levá-lo daqui para os lagos mais baixos, onde o circuito culmina no Veliki Slap, a cascata mais alta na Croácia (78m). O caminho, em seguida é a subir (oferece excelentes vistas) e segue para uma paragem de autocarro, onde se pode voltar para entrada 2 de autocarro.




Se tiver com tempo limitado, a zona do lago superior pode ser concluída em duas horas. A parte inferior leva cerca de três.




É possível contratar barcos a remo a partir das margens do Lago Kozjak perto da entrada 2 (50kN por hora).


Onde ficar?

Hotéis perto do Parque Nacional



Dia 4 – Dirigir do Parque Nacional para Split - aprox. 3h (255.8 km) - Custo aproximado de combustível: 30€ - 45€
Chegada a Split. Split é uma cidade construída em redor do palácio do imperador romano Diocleciano, um dos monumentos mais bem preservados e mais impressionantes da época romana na Europa. O centro histórico da cidade encontra-se na Lista do Património Mundial da UNESCO desde 1979.



Comece a caminhada ao longo da Riva, conhecida como “a alma” da cidade. O calçadão de mármore exclusivo para pedestres, com inúmeros cafés e lojas, onde pode apreciar a vista da fachada sul do Palácio e do porto da cidade. O caminho, em segue para as praças da cidade como a fruta ou a Praça do Povo.



A principal atração da cidade é o Palácio de Diocleciano, um enorme complexo (forma de um retângulo) em arquitetura romana feito todo de pedra branca trazida da bela ilha de Brac. O Palácio tem uma Catedral (Catedral de St. Dujam), Templos, Capela e uma enorme estátua de Gregório de Nin, em uma das portas do complexo e nosso ponto de partida. Não perca a oportunidade de testar a sua sorte e pedir os seus desejos, tocando no dedo grande do pé da estátua grandiosa do Gregory of Nin, a obra do grande escultor croata Ivan Meštrović. Durante o verão, todos os dias ao meio-dia, pode ver a troca da guarda Diocleciana.




A Catedral de São Domnius, em formato diagonal, e mais de 20 colunas é decorado com várias obras de arte, como por exemplo, as cenas da vida de Jesus Cristo esculpidas nas portas de entrada. Datado do século XIII, o trabalho de Andrija Buvina é o mais antigo do local.

No interior da catedral, que inicialmente serviu como mausoléu de Diocleciano, vai ver de perto dois belos altares, sendo o do lado esquerdo da igreja dedicado a São Anastácio. Visite a sala do tesouro e também a torre dos sinos, de onde é possível ter uma bela vista da orla e do porto da cidade.

A catedral de São Domnius pode ser visitada ao longo do ano, sendo que de junho a setembro o local permanece aberto por mais tempo - das 8h às 19h, de segunda a sábado, e a partir do meio-dia, aos domingos. O ingresso custa 45 kn e dá direito a entrada na catedral, sala do tesouro e torre dos sinos, além da cripta e do Templo de Júpiter, também conhecido como Batistério.

Uma passagem subterrânea, conduz ao Peristilo, um pátio interno impressionante que dá acesso a uma área sagrada. De um lado temos os templos de Vênus e Cibele e mais à frente o templo de Júpiter, atualmente chamado Batistério de São João.

Esta área é uma das maiores atrações turísticas de Split, e um local onde várias foram gravadas várias cenas da série Gamem of Thrones.

O Templo de Júpiter ou Batistério de São João foi construído no século VI. A pia batismal tem um painel em pedra do rei Zvonimir. Os entalhes nas paredes e no teto do Batistério são muito ricos, além de ter uma estátua de São João e o túmulo do bispo João.



No verão, o Peristilo é cheio de vida. As escadarias ficam repletas de gente ao cair do dia. Pequenos espectáculos de música tradicional da Dalmácia e encenações costumam acontecer diariamente.




Fora das muralhas, encontramos duas praças cheias de vida: a Praça do Povo (pjaca Narodni), onde se encontra a camara municipal (Gradska vijećnica), uma bela construção do século XV que se costumam encontrar algumas exposições no verão. Nesta praça reúne-se uma grande quantidade de restaurantes, bares e cafés. É o local ideal para um almoço, jantar ou apenas para um café no final da tarde.



Na Praça da Fruta (Brace Radic), encontra-se uma torre medieval construída pelos venezianos, a Torre Marina. Em frente à torre, no centro da praça encontra-se uma estátua em bronze em homenagem ao fundador da literatura croata, Marko Marulic.

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Hotéis em Split


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