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sábado, 14 de novembro de 2015

Notícias: TAP 'low cost' vai ter voos a 39 euros

O novo dono da TAP David Neeleman defendeu hoje que as companhias 'low cost' são o maior desafio, revelando que o plano é ter tarifas baixas para "quem quiser viajar atrás e mais apertado".

"Talvez o maior desafio sejam as companhias aéreas 'low cost'. Passei pelo Porto no outro dia e fiquei assustado com oito aeronaves da Ryanair e mais quatro da easyJet. Não podemos desistir. Temos que nos tornar mais competitivos", afirmou o empresário num encontro com trabalhadores da TAP, a decorrer nas instalações da empresa em Lisboa.

Segundo o empresário, o plano é segmentar: "Vamos ter uma tarifa de 39 euros, mas o passageiro vai sentar-se atrás e pagar pela bagagem", isto é, "vai ser Ryanair com uma frequência de cinco vezes por dia, em vez de uma".

O consórcio Gateway, de David Neeleman e Humberto Pedrosa, que ontem assinou os contratos para fechar a venda da TAP, esteve esta tarde reunido com os trabalhadores da companhia aérea.

O consórcio, que terá de injectar nos próximos dias 150 milhões de euros na TAP, para combater a situação de colapso de tesouraria da empresa, informou os trabalhadores que a encomenda de 53 novos aviões para a frota da transportadora já avançou e deixou a garantia, nas entrelinhas, de que não existiriam despedimentos na companhia aérea.


Aliás, essa é uma das condições para que a venda não seja revertida, já que têm de ser cumpridos os acordos com os trabalhadores assinados em Dezembro de 2014. A Gateway terá ainda de manter a sede em Portugal e o 'hub' da transportadora em Lisboa. Está ainda previsto um reforço das ligações para o Brasil e para África, mercados essenciais para a companhia aérea.

Além da injecção de 270 milhões de euros até Junho de 2016, com mais tranches trimestrais de 17 milhões de euros ao longo desse ano, está em cima da mesa a opção do consórcio Gateway, que agora comprou 61% do capital, ficar com mais 34% da companhia - o que confere a totalidade da empresa, excluindo os 5% previstos para os trabalhadores - daqui a dois anos.

Será feito um acompanhamento mensal da situação financeira da TAP, para dar conforto à banca de que, caso o negócio seja revertido, não é entregue uma companhia pior do que a que foi agora vendida. Esse acompanhamento será feito pela Parpública, que ontem assinou a venda.

In Económico

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