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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Roteiro: 3 dias em Coimbra, Portugal

Coimbra foi considerada uma das ‘melhores jóias escondidas na Europa" em 2015.
Esta cidade tem um lugar especial nos corações de todos os portugueses. Rica em história, é a sede da mais antiga universidade em Portugal e das mais antigas do mundo, fundada no dia 13 de Agosto em 1290 pelo rei D. Dinis.
Coimbra foi libertada da ocupação árabe em 1064. Seis dos Reis de Portugal nasceram aqui e entre 1139 e 1256, foi escolhida para capital de Portugal.
O nome desta cidade durante o período romano era Aeminium, e mais tarde se desenvolveu sob a influência da maior cidade vizinha, Conímbriga, que é hoje um importante sítio arqueológico, com um museu onde são exibidos os resultados das escavações.

A cidade é também uma excelente base para visitas de um dia para a fortaleza medieval de Montemor-o-Velho, ou para o ornamentado Palácio Hotel do Buçaco.




Dia 1

O ponto de partida será o Largo da Portagem. Situado junto à Ponte de Santa Clara e à beira do rio Mondego, este local era um ponto de passagem para quem fazia a ligação entre o Norte e o Sul. Aproveitando esta característica, este largo, que inicialmente detinha nomes diferentes do actual, tais como, Largo Príncipe Dom Carlos e Largo Miguel Bombarda, passou a ser usado para se cobrarem os impostos sobre as mercadorias que passavam pela cidade, originando assim o nome de Largo da Portagem.
Neste Largo podia ser encontrado um Pelourinho, representativo do poder municipal. Neste momento, no Largo é possível vislumbrar a estátua de Joaquim António de Aguiar responsável pelo decreto-lei que extinguiu as Ordens Religiosas em Portugal, pelo que é popularmente conhecido como Mata Frades, o qual foi ali colocado em 1911.
Em 1926 “nasceu” o Hotel Astória, seguindo-se o edifício do Banco de Portugal, arquitecturas estas que também caracterizam Coimbra.





Siga pela Rua Ferreira Borges, até ao Arco e Torre de Almedina. Arco de Almedina fazia parte das muralhas medievais (2km de extensão), remontando ao século XI, como indica o topónimo de origem árabe que significa "a cidade". A Porta de Almedina era a principal porta de entrada para o castelo. Hoje em dia é a entrada na Coimbra antiga, onde se pode ver uma escultura da oficina de João de Ruão.



Continue até à Praça 8 de Maio. A Praça Oito de Maio teve várias denominações de origem popular até ao século XIX. Apelidou-se de “Terreiro de Santa Cruz”, “Sansão”, “Terreiro de Sansão”, “Praça de Sansão” e “Largo de Sansão”. O topónimo “Sansão” advém da existência de um chafariz com esse nome que continha a estátua de Sansão ao centro, (colocada em 1592), localizado mais ou menos em frente à parte norte do mosteiro de Santa Cruz e mandado construir pelo XIX prior do Mosteiro, D. Afonso Martins.


Na praça 8 de Maio encontra-se a Igreja de Santa Cruz – Panteão Nacional. Iniciada em 1131, sob o patrocínio de D. Afonso Henriques, e entregue à ordem dos Cónegos Regrantes de St.º Agostinho.
Afonso Henriques e Sancho I, primeiros reis de Portugal, repousam em elegantes arcas tumulares, na capela-mor da igreja, hoje Panteão Nacional.

Horário:
Horário: de segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado das 9h às 12h e das 14h às 17h30; domingo entre as 16h e as 17h30.


Preços:
Entrada gratuita na igreja
Para visita à Sacristia, Sala do Capítulo, Claustro e Exposição:
Bilhete normal: € 2,50
> de 65 anos e estudantes: € 1,50


O Jardim da Manga é a próxima paragem. Antigamente situava-se no centro de um dos três claustros do Mosteiro de Santa Cruz. No entanto, a lenda diz que o nome se deve ao facto de D. João III ter traçado o seu desenho na manga do seu gibão (vestidura antiga).João de Ruão traçou o plano e executou os baixos-relevos para o interior dos quatro cubelos ou capelas. É uma das primeiras obras arquitectónicas inteiramente renascentistas feitas em Portugal e a sua estrutura é evocativa da Fonte da Vida.



Continue a subir a avenida até ao Parque de Santa Cruz ou popularmente conhecido como “Jardim da Sereia”, estava integrado na cerca do Mosteiro de Santa Cruz e data do séc. XVIII.
O objectivo era o de criar um parque adequado à contemplação.
A entrada do jardim, que é feita pela Praça da República, apresenta três estátuas que representam a Fé, a Caridade e a Esperança, culminando com uma cascata.
Subindo as escadas, encontramos a Fonte da Nogueira com uma estátua que representa um Tritão abrindo a boca a um golfinho, de onde corre a água para a fonte, o que explica a designação de Jardim da Sereia.
Neste exuberante jardim, na Alameda de Stº Agostinho, é possível admirar um painel de azulejos alusivos ao Santo.




Siga para a Rua Padre António Vieira, junto a Associação Académica de Coimbra em direcção ao Museu Machado de Castro. O Museu Nacional de Machado de Castro é um dos mais importantes museus de Belas-Artes de Portugal. Foi assim denominado em homenagem ao destacado escultor conimbricense Machado de Castro. O seu espólio inclui importantes núcleos de escultura, pintura e Artes decorativas. Ocupa as antigas instalações do Paço Episcopal de Coimbra e um amplo edifício novo, inaugurado em 2012.




A Universidade de Coimbra (sigla: UC) É uma das universidades ainda em operação mais antigas do mundo e a mais antiga de Portugal e uma das maiores universidades do país.
A sua história remonta ao século seguinte ao da própria fundação da nação portuguesa, dado que foi criada a 1° de março de 1290, quando o rei D. Dinis I assinou em Leiria o documento Scientiae thesaurus mirabilis, o qual criou a própria universidade, que foi intermediada e foi confirmada pelo Papa. Fixada definitivamente em Coimbra em 1537, sete anos mais tarde todas as suas Faculdades se instalam no antigo Paço Real da Alcáçova (denominado Paço das Escolas após a sua aquisição pela Universidade de Coimbra em 1597).
Organizada em oito faculdades diferentes, de acordo com uma variedade de campos de conhecimento, a universidade oferece todos os graus académicos em arquitetura, educação, engenharia, humanidades, direito, matemática, medicina, ciências naturais, psicologia,ciências sociais e desporto.




A Universidade de Coimbra possui aproximadamente 20 mil estudantes.
No espaço da universidade aproveite para visitar: as Salas dos Capelos, Exame Privado e das Armas, a Capela de São Miguel, a Porta Férrea, a Biblioteca Joanina, a Prisão Académica, a Torre da Universidade e a Via Latina.

A Sala Grande dos Atos, é a principal sala da Universidade de Coimbra e local onde se realizam as principais cerimónias académicas. É também conhecida por Sala dos Capelos, nome dado à capa ornamental usada pelos Doutores da Universidade em ocasiões solenes. Foi aqui, antiga Sala do Trono do Paço Real, que em Abril de 1385 se reuniram as Cortes para aclamar Rei de Portugal D. João, Mestre de Avis.



A Sala do Exame Privado, cuja actual disposição data da renovação realizada em 1701, era o local onde os licenciados realizavam as suas provas a Doutores. Esta consistia num exame oral privado, feita à porta fechada e à noite. A sua exigência era tal que a sua memória se manteve após o seu fim, com a Reforma Pombalina, na década de 70 do séc. XVIII.



A Sala das Armas alberga as armas (alabardas) da extinta Guarda Real Académica, utilizadas pelos Archeiros apenas nas cerimónias académicas solenes - Doutoramentos solenes e Honoris Causa, Investidura do Reitor, Abertura Solene das Aulas.




A capela S. Miguel original remonta provavelmente ao séc. XI, após a conquista da cidade aos Mouros em 1064.
A actual configuração resulta da renovação do séc. XVI patrocinada por D. Manuel I, cujo estilo decorativo vê a sua marca no portal lateral, um dos mais simples e belos do seu género.
A decoração interior foi realizada ao longo dos sécs. XVII e XVIII e encerra em si obras de artistas como Simão Rodrigues, Simão Ferreira, Joaquim Bernardes e Francisco Ferreira Araújo. Sobressai no conjunto da Capela o majestoso órgão de 1733, autoria de Frei Manuel Gomes, que continua a ser utilizado nos nossos dias.






A entrada para o Pátio das Escolas faz-se pela Porta Férrea, e resulta da iniciativa do então Reitor da Universidade, D. Álvaro da Costa (1633-1637).
Localizada no local original da entrada para o Paço Real, data de 1634 o início da sua construção, da autoria do arquitecto António Tavares. Nela observamos as principais figuras da sua instituição, os Reis D. Dinis - que a fundou - e D. João III - que a instalou definitivamente em Coimbra - encimados pela figura da Sapiência. Em cada um dos seus portais encontramos também representações das antigas faculdades – Teologia, Medicina, Leis e Cânones. Todos os grupos escultóricos são da autoria de Manuel de Sousa.


A Casa da Livraria, construída entre os anos de 1717 e 1728, é um dos expoentes do Barroco Português e uma das mais ricas bibliotecas europeias. Contribuíram na sua decoração mestres como Manuel da Silva, Simões Ribeiro e Vicente Nunes. Desconhece-se a autoria do projecto, mas conhece-se o seu executante, Gaspar Ferreira.
Ficará conhecida como Biblioteca Joanina em honra e memória do Rei D. João V (1707-1750), que patrocinou a sua construção e cujo retrato, da autoria de Domenico Duprà (1725), domina categoricamente o espaço.
Começou a receber as primeiras obras depois de 1750, e actualmente o seu acervo é composto por cerca de 60 000 livros. Na sua conservação são empregues soluções tradicionais de preservação e controlo ambiental: a utilização de madeira de carvalho nas suas estantes, a espessura das suas paredes, com cerca de 2 metros, e a existência de uma colónia de morcegos que durante séculos a protegeu de insectos bibliófagos.





NOTA: Por razões de conservação do espaço, é permitido um máximo de 60 pessoas dentro da Biblioteca Joanina em cada período de abertura - a Biblioteca abre a cada 20 minutos.

A Prisão Académica.  A Universidade de Coimbra possuía desde 1541 autonomia jurídica. Estavam subordinados à “Lei Académica”, consagrada nos seus estatutos desde 1591, todos os que de alguma maneira se encontravam ligados à instituição. Esta autonomia permitia à Universidade possuir Juiz, Guarda e Prisão.

A Prisão Académica funcionou inicialmente em dois aposentos sob a Sala dos Capelos, logo em 1559. Em 1773 foi transferida para o edifício da Biblioteca Joanina que viu incorporados e recuperados os restos do que fora o antigo cárcere do Paço Real e que documentam a única cadeia medieval que ainda existe em Portugal.



A Torre ou a Cabra como é conhecida entre os estudantes, é a imagem de marca da Universidade e da cidade de Coimbra. Da autoria do arquitecto italiano António Canevari, foi edificada entre 1728 e 1733, em substituição da torre que João de Ruão erigira em 1561.
A Torre da Universidade foi recentemente alvo de uma intervenção na sua estrutura que permite aos visitantes a deslocação ao seu topo e desfrutarem de uma vista ímpar sobre a cidade de Coimbra – por razões de segurança é interdita a entrada em dias de mau tempo e a crianças menores de 6 anos; Aberta somente no período de Verão.





A Via Latina na fachada principal do antigo Paço Real, domina o Pátio das Escolas. Construída durante o reinado de D. João V, o seu aspecto actual remonta a 1773, resultado da reforma realizada durante o reitorado de D. Francisco de Lemos. O seu nome deriva do Latim, língua oficial do ensino na Universidade até à Reforma Pombalina (1772), quando se instituiu o Português como língua oficial.
Destaca-se o seu frontão volumoso que domina o conjunto e onde se podem observar as armas nacionais e, no seu topo, a omnipresente figura da Sapiência.



A sua escadaria continua a ser o local central para todos os estudantes, pois é aqui que são realizadas as fotos de curso, por ocasião da colocação das Fitas na pasta académica. É também aqui que antigos alunos se reúnem para as fotografias de grupo aquando dos encontros comemorativos dos aniversários de conclusão de curso.




Atravesse pela Porta Férrea, cruze todas os departamentos e siga em direcção às escadas monumentais. As Escadas Monumentais são um dos mais importantes monumentos de Coimbra e um dos pontos onde os estudantes mais gostam de praxar os caloiros. Construída durante a década de 50 do século XX, a escadaria liga a praça D. Dinis à praça da República, dois pontos essenciais para a história e tradição da cidade.
A escada tem cinco lances com 25 degraus cada – ou seja, 125 degraus – e várias lendas por trás da sua construção. Uma delas diz que as escadas têm cinco lances que correspondem ao número de anos dos antigos cursos. Diz-se que o número de vezes que se tropeçava nas escadas equivalia ao número de cadeiras que se reprovava a cada ano.


Do lado direito encontra-se o Aqueduto de São Sebastião ou popularmente conhecido como Arcos do Jardim. Este aqueduto foi reconstruído desde os alicerces a partir de 1568, durante o reinado de Dom Sebastião, sobre as ruínas de arcos romanos. É constituído por 21 arcos e tem um quilómetro de comprimento. Foi construído por Filipe Terzi, com o objectivo de levar água até à zona alta da cidade. Apresenta duas esculturas, uma de São Roque e outra de São Sebastião.




Dia 2

Comece o segundo dia pelo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, localizado no coração da cidade de Coimbra desde 1772, por iniciativa do Marquês de Pombal, estende-se por 13 ha em terrenos que na sua maior parte foram doados pelos frades Beneditinos. Aqui está reunida a maior colecção de plantas do mundo em Portugal e a segunda maior da Península Ibérica.
A entrada no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra é livre, mas as Estufas e Matas só são visitáveis com acompanhamento e marcação prévia (para grupos de 6 a 25 pessoas).



A Sé Nova fica localizada no Largo da Feira, na proximidade da Universidade.
Inicialmente, a Sé Nova terá sido a Igreja do Colégio dos Jesuítas ou o Colégio das Onze Mil Virgens, instalado em Coimbra no ano de 1541, com construção iniciada em 1547.
Terá sido o primeiro colégio jesuítico em todo o mundo.
Ficou célebre pelo alto rigor de ensino. Pelo Colégio passaram muitos evangelizadores, tal como o Padre António Vieira que, tal como ele, espalharam a doutrina cristã nas novas conquistas dos portugueses.




Siga em direcção à baixa, passando pela Sé Velha. Fundada durante o reinado de Afonso Henriques, a Sé Velha representa, a grandeza austera da arquitectura românica.
Considerada uma jóia do Românico português, é a única catedral portuguesa construída na época da Reconquista cuja estrutura chegou intacta até à actualidade. Vale a pena atravessar o magnífico portal, que lembra a entrada de uma fortaleza, e descobrir o interior, onde a pedra construiu um espaço imponente marcado pela alternância de luz e sombras, levando-nos por entre colunas maciças e delicados capitéis repletos de folhas e figuras de animais.
E por fim, dê a volta ao edifício e coloque-se frente à Porta Especiosa, símbolo da Coimbra renascentista.





Desça pela escadas do Quebra-Costas até ao Arco de Almedina, vire à esquerda em direcção ao rio Mondego e passe a ponte em direcção a Santa Clara.


Após atravessar a ponte siga em direcção ao Mosteiro de Santa Clara-a-Velha. Fundado em 1283, por D. Mor Dias, o Mosteiro foi entregue às freiras clarissas pouco depois. Dona Isabel de Aragão, a Rainha Santa Isabel, interessou-se pelo convento, entretanto extinto, e mandou construir novos edifícios em estilo gótico, de que se destacam o claustro e a igreja, sagrada em 1330.
O Mosteiro cedo foi palco das inundações provocadas pelo rio Mondego e alvo de adaptações arquitectónicas a esta circunstância. Finalmente em 1677 e as freiras mudaram-se para um novo edifício, construído num lugar mais elevado, passando o primitivo a ser chamado Santa Clara-a-Velha. Depois de um amplo projecto de valorização este Monumento Nacional e Sítio Arqueológico (Séculos XIV – XVII), passou a dispor de um Centro Interpretativo.

Horário: de Maio a Setembro, das 10h à 19h
Preço: 5 euros




O Portugal dos Pequenitos, trata-se de um parque temático concebido e construído como um espaço lúdico, pedagógico e turístico, para mostrar aspectos da cultura e do património português, em Portugal e no mundo. Foi iniciado em 1938, por iniciativa do professor Bissaya Barreto, com projecto do arquitecto Cassiano Branco, vindo a ser inaugurado em 8 de Junho de 1940, razão pela qual a sua concepção e arquitectura estão fortemente imbuídas do espírito idealista e nacionalista do Estado Novo Português.




Siga para o Mosteiro de Santa Clara-a-Nova. o Mosteiro foi Iniciado em 1649, veio substituir o antigo mosteiro das monjas clarissas, que o rio Mondego havia arruinado. O edifício é em estilo barroco.
Na igreja, guarda-se, no retábulo da capela-mor, a urna de prata e cristal, do séc. XVII, onde é venerado o corpo da Rainha Santa Isabel. O túmulo primitivo da padroeira da cidade, em pedra, executado por Mestre Pêro em 1330, encontra-se no coro baixo da igreja.

Horários: Inverno: 9h00/17h00; Resto do ano: 9h00/18h30; 3ª, 5ª e 6ª visitas até às 17h00
Nota: não são permitidas visitas durante as horas de culto.





Termine o dia com uma visita à Quinta das Lágrimas. A Quinta das Lágrimas deve o seu nome às desventuras do romance entre a dama Inês de Castro e o príncipe D. Pedro. A romântica tragédia coloca neste local a morte da bela Inês.
A Fonte dos Amores já aparece documentada pouco depois da morte de Inês de Castro, e integra-se hoje num parque de árvores centenárias, ruínas medievais e neo-góticas, tanques e regatos.

Horário de Verão: 16 de Março a 15 de Outubro - de terça a domingo, das 10h00 às 19h00
Horário de Inverno: 16 de Outubro a 15 de Março - de Terça a Domingo, das 10h00 às 17h00
Preçario: Bilhete geral – 2,50 euros
< de 15 anos e > de 65 anos – 1,00 euros
Bilhete de Família (4 pessoas) – 5,00 euros
Visita Guiada (Marcação Prévia) – 5,00 euros





Dia 3

Tire o terceiro dia para passear nos arredores de Coimbra. Visite Conímbriga e o Palácio Real do Buçaco.

O Palácio Real do Buçaco, situado na Mata do Buçaco, concelho da Mealhada, foi projectado no finais do século XIX, pelo arquitecto italiano, Luigi Manini. Classificado como Imóvel de Interesse Público, em 1996, está integrado num conjunto arquitectónico e paisagístico considerado único na Europa, e o hotel nele instalado tem classificação ao nível dos mais belos hotéis históricos do mundo. A arquitectura do palácio é caracterizada por um misto de elementos recolhidos em monumentos como, a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos ou o Convento de Cristo em Tomar.




O seu interior está decorado com painéis de azulejos, frescos e quadros, alusivos aos descobrimentos portugueses. Mas a beleza deste palácio é completada pelos jardins do parque que o envolve. 
Pertença do Convento de Santa Cruz do Buçaco, da Ordem dos Carmelitas Descalços, fundado em 1634, estes jardins passaram para a posse do Estado, quando esta ordem foi extinta em 1834, mas a obra legada é considerada como o mais vasto conjunto arquitectónico edificado desde sempre por esta ordem.

Ao longo da mata do Buçaco, para além do convento, foram construídas 11 ermidas, destinadas à oração, das quais apenas duas estão em bom estado de conservação, quatro capelas, um percurso da Via Sacra, com cerca de três quilómetros, um genial aproveitamento da muita água existente, levou à construção de fontes, lagos e uma cascata, tudo enquadrado numa diversificada vegetação, que é também um importante património.



As ruínas de Conímbriga constam do top dez das ruínas mais bonitas e menos conhecidas do mundo.
Localizam-se a 16 km de Coimbra e a 2 km de Condeixa-a-Nova, Conímbriga é uma das maiores povoações romanas de que há vestígios em Portugal. Classificada Monumento Nacional, é a estação arqueológica romana mais bem estudada no país. Foi à época da Invasão romana da Península Ibérica a principal cidade do Convento Escalabitano, província romana da Lusitânia. A estação inclui o Museu Monográfico de Conímbriga, onde estão expostos muitos dos artefactos encontrados nas escavações arqueológicas, incluindo moedas e instrumentos cirúrgicos.

Horário: Inverno (De Outubro a Maio)

Museu – De terça a domingo / 10:00 – 18:00
Ruínas – Diariamente / 10:00 – 18:00

Verão (De Junho a Setembro)
Museu – De terça a domingo / 09:00 – 20:00
Ruínas – Diariamente / 09:00 – 20:00






Quando ir?

Visitar Coimbra é uma experiência maravilhosa qualquer que seja a altura do ano, pois cada época tem as suas vantagens.

Durante os meses de Verão as temperaturas variam entre os 25ºC e os 30ºC, ideal para passear nos parques, tomar um gelado ao fim da tarde junto ao rio e actividades ao ar livre nesta cidade com uma tão vasta oferta cultural. A apenas 48 km de distância ficam os longos areais da Figueira da Foz.

As festas da cidade são a 4 de Julho e celebram a vida e o milagre da Rainha Santa Isabel, conhecida pelo seu coração devoto e pela sua missão pacificadora. Este dia festeja-se de dois em dois anos nos anos pares.

Durante os meses de Inverno, a vida estudantil está ao rubro, com frequentes eventos culturais: os bares e restaurantes estão cheios de jovens e a vida da cidade está animada em todas as esquinas. As temperaturas descem, variando entre os 3ºC e os 10ºC, e a cidade vê menos turistas que durante o Verão, o que torna esta na altura ideal para visitar Coimbra, pois há menos filas e mais bilhetes disponíveis para ver espectáculos e ouvir Fado de Coimbra.

Como chegar?




De avião:
Os aeroportos mais convenientes para Coimbra são:
– Francisco Sá Carneiro (Porto – a 110 Km)
– Portela (Lisboa – a 210 Km)


De comboio:
Comboios nacionais a partir das principais cidades portuguesas, como Lisboa e Porto, operados pela CP (Caminhos de Ferro Portugueses), e alguns internacionais vindos da fronteira de Vilar Formoso/Irun chegam diariamente a Coimbra. Para além do terminal ferroviário Coimbra B, a cidade conta também com a estação Coimbra A, no centro da cidade. Horários disponíveis aqui.

De autocarro:
Serviços regulares de autocarros ligam várias cidades, vilas e principais localidades do país a Coimbra. Os principais operadores são a Rede Expressos e Expressus

De carro:
A partir de Lisboa (Sul) ou Porto (Norte) utilizar a A1 (auto-estrada).
A A14 liga Coimbra ao Litoral (Figueira da Foz), que acede a Lisboa e Porto por novas auto-estradas, mais junto à costa: A17 e A 8 para sul, e A17 e A29 para Norte. O IP3 faz a ligação desde o interior do país (Viseu) e, através da A25, desde a fronteira espanhola.

Onde ficar?




Hotel Dona Inês - O Hotel Dona Inês Coimbra está localizado a cerca de 10 minutos a pé do centro de Coimbra e da estação ferroviária da cidade. Disponibiliza um centro de negócios, um campo de ténis, uma piscina exterior e comodidades de aluguer de automóveis. O acesso Wi-Fi está disponível gratuitamente em todas as áreas públicas.
O Hotel Dona Inês está convenientemente localizado a menos de 20 minutos a pé da antiga Catedral de Coimbra, do Museu Nacional Machado de Castro e da famosa Universidade de Coimbra, classificada Património Mundial pela UNESCO. A estação rodoviária encontra-se a uma caminhada de 2 minutos do hotel.




Vila Galé Coimbra - O Vila Galé está situado em Coimbra e dispõe de vista do Rio Mondego e de quartos decorados de forma acolhedora, com uma temática inspirada na dança. Goza de acesso Wi-Fi gratuito, de piscinas exterior e interior e de vários tratamentos de spa.
O Vila Galé Coimbra fica a menos de 10 minutos a pé da Estação Ferroviária de Coimbra. A Universidade de Coimbra - Alta e Sofia, considerada Património Mundial da Humanidade pela UNESCO, está a 20 minutos a pé do hotel, bem como a Sé Velha de Coimbra e o Jardim Botânico.



NS Hostel & Suites - O NS Hostel beneficia de uma localização privilegiada no centro de Coimbra, ao lado do Jardim da Sereia. O hostel fica a 1 minuto a pé da Praça da República, um ponto de encontro para estudantes e palco de várias celebrações académicas. A Universidade de Coimbra está a 6 minutos de carro do hostel. O Portugal dos Pequenitos fica a 6 minutos de carro e ostenta representações em miniatura da maioria dos monumentos, marcos e áreas emblemáticas de Portugal. A histórica Igreja da Sé Velha encontra-se a 6 minutos de carro.


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